Por causa da dureza de nosso coração

foto por: Jonny Gios em Unsplash

Quando lemos sobre o que Jesus ensinava e a maneira como abordava as coisas, compreendemos mais sobre o reino e a vontade do Pai, como podemos ler sobre a questão da separação. Mateus, no capítulo dezenove, do versículo três ao oito:

Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.” (Mateus 19.3–8 RA)

Na atitude dos religiosos não vemos outra perspectiva que a maldade e o desejo de pegar Cristo em Suas palavras, mas ao observarmos o Seu ensino quanto ao casamento, podemos aprender mais sobre nós e o quanto andamos fora da vontade do Pai. Temos a ilusão de achar que existe a pessoa perfeita e que ela suprirá todas as nossas carências, mas o casamento não foi feito para isso. Quando olhamos o casamento segundo os ensinos de Cristo, observamos a semelhança com a Igreja, o Seu Corpo. No casamento duas pessoas se unem por causa de um propósito: constituir uma família. Não deveria ser para atendimento das carências de alguém, assim também, na família de Deus, somos unidos em um só Corpo, não para termos o atendimento de nossas necessidades, mas, para vivermos o propósito de Deus e a Sua vontade. O que deve nos manter unidos é o propósito, não nossos desejos e sentimentos, pois somos chamados para vivermos o reino de Deus na terra, unidos uns com os outros, para revelarmos Cristo ao mundo e a salvação de nosso Deus, não outra coisa.

Enquanto insistirmos em viver o reino de Deus, como o casamento, segundo a dureza de nosso coração, e não pelo propósito estabelecido na relação, não viveremos a plenitude do que Deus planejou para nós, mas, estaremos sempre frustrados por causa das nossas carências.

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