A maturidade cristã não se prova pelo que fazemos, mas pelo quanto edificamos o outro.
Na primeira carta aos Coríntios (1Co 8.1-13), Paulo fala sobre liberdade cristã e maturidade. Ele usa o exemplo da carne sacrificada a ídolos para mostrar que, embora tenhamos liberdade, somos chamados a viver dentro da lei do amor — como ele destaca logo no versículo 1.
“No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, sabemos que todos temos conhecimento. O conhecimento leva ao orgulho, mas o amor edifica.” (1Coríntios 8.1 NAA)
O ponto de Paulo é simples: ídolos não têm poder algum. Há um só Deus, um só Senhor, e comer ou não comer aquela carne, em si, não muda nada espiritualmente. Mas mesmo entendendo isso, a nossa liberdade não é um fim em si mesma. Ela está sempre subordinada ao amor — em qualquer área da vida.
A liberdade cristã não é absoluta. Ela serve ao amor. O limite é a consciência do irmão mais fraco. É aí que decidimos renunciar a algo, não por legalismo, mas porque o que realmente importa é a edificação dele. Se algo causa escândalo ou tropeço, a maturidade nos chama a renunciar.
No dia a dia, isso significa que, mesmo quando algo é permitido, nem sempre convém praticar. Avaliamos o impacto na vida do outro, respeitando seu nível de maturidade. Ao agir assim, mostramos não só crescimento pessoal, mas cuidado real com o crescimento espiritual do próximo. Mostramos o amor de Deus na prática.
No fim das contas, maturidade cristã não se mede pelo quanto sabemos, e sim pelo quanto amamos.
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