Discernir o corpo, honrar a comunhão e participar com reverência até a volta de Cristo
Na carta aos Coríntios (1 Coríntios 11.23–34), o apóstolo Paulo trata da Ceia do Senhor e alerta sobre o perigo de participar dela sem discernimento do corpo. Ele afirma que quem participa sem compreender o que está fazendo traz juízo para si mesmo, como lemos no versículo 29:
“Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.” (1Coríntios 11.29 NAA)
A Ceia celebrada na reunião da igreja é uma ordenança instituída pelo próprio Senhor e obrigatória à vida cristã até a Sua volta. Ela não é opcional nem apenas simbólica em um sentido superficial, mas um verdadeiro meio da graça.
A Ceia é memorial, pois nos chama a fazer em memória de Cristo; é proclamativa, porque anuncia a morte do Senhor e a obra que Ele realizou em nosso favor; e é escatológica, pois aponta para a Sua volta. Ao participarmos do pão, fazemos isso com consciência e fé de que pertencemos uns aos outros, pois, pelo Espírito, estamos unidos ao Senhor e entre nós como membros do Corpo de Cristo.
Participar indignamente da Ceia não significa simplesmente ser pecador — todos somos. O problema está em não discernir o seu propósito e não reconhecer que fazemos parte de um só corpo. Quando perdemos a consciência do Corpo, agimos com irreverência, egoísmo, desprezamos os irmãos e tratamos a Ceia de forma automática ou até supersticiosa.
Por isso, a Ceia deve ser celebrada com ensino claro sobre o seu significado. Ela não é a repetição vazia de um rito. A comunhão da igreja é inseparável da Mesa do Senhor e exige de nós reverência, não rotina. A Ceia nos chama a viver com disciplina e graça, lembrando que Deus corrige os Seus para preservá‑los. Cabe a nós, com compromisso e fidelidade ao Senhor, zelar pelo uso correto das reuniões e pela celebração responsável da Ceia do Senhor.
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