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Vivendo a partir da graça, e não tentando conquistá-la
Em Romanos 4.1–12, Paulo trata da justificação e deixa claro que ela acontece somente pela fé, somente pela graça e somente em Deus. Não é resultado do nosso esforço, desempenho, rituais ou regras religiosas. O próprio texto bíblico afirma isso de forma direta:
“Pois o que diz a Escritura? Ela diz: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça.”” (Romanos 4.3 NAA)
A justificação é um ato soberano de Deus, no qual Ele declara justo o pecador com base na fé, e não no desempenho moral ou religioso. Essa justiça não nasce da fé como se ela fosse um mérito humano; ela é imputada por Deus àquele que crê. A fé, portanto, é o instrumento pelo qual recebemos essa justiça, não a causa de algum mérito pessoal. Somos aceitos por Deus porque recebemos a justiça de Cristo, e não porque alcançamos um padrão próprio de justiça.
O perdão concedido por Deus, por meio da obra de Cristo, remove toda condenação. Isso acontece por pura graça. Nossas obras confirmam a fé, mas não a produzem. A justificação também não está ligada à herança familiar, tradição religiosa ou identidade exterior.
Precisamos entender que não vivemos tentando conquistar a aceitação de Deus por desempenho. Vivemos a partir de uma aceitação que já foi concedida em Cristo. Nossa obediência é resposta à graça, não moeda de troca com Deus. Religiosidade de aparência não salva. Pertencer a uma igreja, conhecer doutrina ou cumprir ritos não substitui a fé verdadeira.
A fé genuína se revela na caminhada diária. Não há espaço para soberba religiosa, porque ninguém é justificado por mérito próprio. Vivemos por gratidão, conscientes de que tudo vem, do início ao fim, da graça de Deus.
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