Misericórdia, entendimento e religiosidade

foto por: Casey Horner em Unsplash

Precisamos compreender a misericórdia de Deus com relação a nós, termos o entendimento do que Ele nos concede gratuitamente, responder conforme o que precisamos e não segundo o pensamento natural e principalmente, diante das situações revelar a misericórdia e não a nossa religiosidade.

Jesus no evangelho de João, lida com a situação do homem paralítico, revela a misericórdia de Deus e questiona sobre se deseja ser curado, como está no versículo cinco e seis: “Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado?” (João 5.5–6, BEARA). A resposta no nosso entendimento é simples: “sim” ou “não”. Mas para a nossa surpresa, observamos no versículo sete que a sua resposta, justifica porque ele ainda está lá: “Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.” (João 5.7, BEARA).

Para a ele a perspectiva de cura estava somente no ato de alguém o colocar na água para ser curado, mas o que Jesus faz? Ele cura o homem (versículo oito), revelando a misericórdia de Deus: “Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.” (João 5.8, BEARA). Um religioso vendo o homem, que há trinta anos estava em uma maca, vem com o seu apelo religioso, dizendo que este estava fazendo o que não devia, como podemos ler nos versículos dez e onze: “Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda.” (João 5.10–11, BEARA).

Quem temos sido diante das necessidades das pessoas? Como Cristo? Ou como o religioso que nem tinha visto o enfermo que mesmo tendo sido curado, não reconheceu o milagre que havia sobrevindo a ele? Quando somos religiosos nos preocupamos com regras, dogmas e não com as pessoas, nem as enxergamos, mas, como Cristo o que vemos são pessoas que necessitam da misericórdia e da graça de Deus, mesmo que não compreendam que precisam, como foi o caso do homem que não respondeu diretamente a pergunta de Cristo.

Precisamos aprender a agir como o Senhor e revelar o Pai ao mundo, e só fazemos isso, se agirmos com compaixão, misericórdia e graça, caso contrário seremos meros religiosos preocupados somente com coisas.

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