Ousadia que vem da cruz

Imagem de Александр Пургин por Pixabay

Não confiamos em nós mesmos, mas no acesso que Cristo abriu para entrarmos na presença de Deus.

Somos chamados a nos aproximar de Deus com ousadia — não aquela baseada na nossa presunção ou sensação de mérito, mas a ousadia que nasce da confiança real de que a obra de Cristo nos abriu o caminho. É somente pelo sangue de Jesus, nosso Sacerdote perfeito, que podemos estar diante do Pai, como ensina o autor de Hebreus (Hebreus 10.19–23).

“Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com um coração sincero, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e o corpo lavado com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois, quem fez a promessa é fiel.” (Hebreus 10.19–23 NAA)

Essas palavras mostram que o antigo sistema de sacrifícios terminou, que Cristo é o único Mediador e que só chegamos a Deus por meio da Sua obra substitutiva. É essa obra que nos dá ousadia — isto é, confiança verdadeira — para entrar na presença de Deus pelo sangue derramado na cruz.

Assim, entendemos que Cristo continua exercendo Seu papel de Sacerdote e que nosso relacionamento com Deus depende unicamente Dele, não do que pensamos conseguir fazer. Nossa segurança está na fidelidade de Cristo, não na nossa força. Por isso somos chamados a nos aproximar com sinceridade, com fé plena e confiando na justificação que Ele realizou: a purificação interna das obras mortas. Também somos chamados a perseverar, sem desistir, caminhando firmes rumo às promessas de Deus.

Diante disso, precisamos crescer na fé, aprendermos a viver confiando em Deus — não com medo, mas com segurança nas promessas de justificação e redenção. Somos chamados a desfrutar de um relacionamento real com Ele, fundamentados na fé e não em sentimentos. Devemos buscá‑Lo com sinceridade, rejeitando a hipocrisia religiosa, cultivando uma vida de santidade e expressando de forma prática a purificação que Cristo realizou. E, acima de tudo, devemos rejeitar qualquer pensamento que aponte para mérito pessoal.

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