Entendendo o propósito das coisas

Quando olhamos as coisas pela perspectiva espiritual, de forma mais ampla, na convicção que tudo está debaixo do controle e da vontade de Deus e compreendemos que até mesmo quando o Diabo está fazendo algo é porque Ele o permitiu, então não temos razão para temer, lamentar ou reclamar diante das crises, problemas, lutas e dificuldades que possamos estar passando, pois devemos nos ver como um instrumento para o realizar do Seu querer.

Não foi diferente com Paulo e Silas e não é conosco. Eles, após expulsarem o demônio de uma moça que fazia previsões, os seus senhores perderam a oportunidade de obter lucro. Isto está em Atos, no capítulo dezesseis. Eles foram levados perante as autoridades da cidade, açoitados e presos. À noite, ao invés de estarem se lamentando, estavam cantando e orando.

Podemos ler sobre este momento no versículo vinte e cinco, isto quando já estavam presos: “Mais ou menos à meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, e os outros presos escutavam.” (Atos dos Apóstolos 16.25, NTLHE).

Há um tremor, as cadeias se rompem, portas são abertas, o carcereiro pensa em se suicidar, Paulo o impede e do versículo vinte e nove ao trinta e dois, podemos ler o que este carcereiro faz e pergunta a Paulo: “Aí o carcereiro pediu que lhe trouxessem uma luz, entrou depressa na cela e se ajoelhou, tremendo, aos pés de Paulo e Silas. Depois levou os dois para fora e perguntou: — Senhores, o que devo fazer para ser salvo? Eles responderam: — Creia no Senhor Jesus e você será salvo — você e as pessoas da sua casa. Então eles anunciaram a palavra do Senhor ao carcereiro e a todas as pessoas da casa dele.” (Atos dos Apóstolos 16.29–32, NTLHE).

Precisamos compreender que assim como foi com Paulo e Silas, Deus não irá nos poupar, nem nos preservar para que alguém seja salvo, que usufrua da reconciliação com Ele. Devemos, como o Cristo, nos ver como uma oferta em favor das vidas para que, pelo testemunho, pelo revelar das virtudes de Deus, por nos negarmos em viver segundo as paixões deste mundo, por não nos desesperarmos diante das situações, possamos revela-Lo ao mundo, manifestando a Sua alegria e a confiança que temos Nele.