Não se trata de obediência a regras

foto por: Nicolas Outh em Unsplash

Quando pensamos na perspectiva natural e não compreendemos que a nossa vida é por fé e que não depende do que fazemos, podemos querer definir regras e condições para estabelecer a salvação. Nos agarramos a coisas que não traduzem uma vida de fé, mas de confiança somente em obras.

Alguns judeus, em Antioquia, queriam impor a obediência a lei de Moisés para a condição de salvação. Tendo havido discussão e desacordo, desceram a Jerusalem para tratar do assunto com os irmãos.

Podemos ler sobre esta questão em Atos, capítulo quinze, versículo um e dois: “Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos. Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles, resolveram que esses dois e alguns outros dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, com respeito a esta questão.” (Atos dos Apóstolos 15.1–2, BEARA).

Em um momento, Pedro toma a palavras, isto nos versículos dez e onze, onde apresenta a sua experiência e entendimento: “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram.” (Atos dos Apóstolos 15.10–11, BEARA).

A questão que precisamos entender é que não se trata de sempre haver a discordância, mas que o assunto deve ser tratado e discutido com seriedade, com pessoas maduras e que detinham opiniões diferentes. Paulo e Barnabé de um lado, que viveram a pregação do evangelho a gentios e do outro os apóstolos que eram judeus e que estavam pregando para judeus.

Precisamos entender que não se trata do que observamos ou guardamos, pois guardar ou não a lei, não iria fazer diferença alguma para os judeus quanto a salvação, mas impor isto a quem nunca havia obedecido, era uma carga muito pesada e não faria diferença na questão da salvação.

Precisamos aprender a observar as coisas em uma perspectiva mais ampla, entender a vontade de Deus e a ela nos submetermos, independente do que pensamos ou achamos.

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