Nosso equívoco ao pensarmos em Deus

Pensamos no Reino, em Deus e Sua vontade sempre na perspectiva religiosa. No revelar do Seu poder, manifestar Sua capacidade e operosidade. Imaginamos que Ele quer ser reconhecido por Quem é, mas não entendemos que não é este o Seu objetivo e propósito. Sua vontade é ser conhecido. Ele não busca adoradores, mas filhos que desejam conhecê-Lo e à Sua vontade sendo Seus imitadores.

Paulo fala sobre estes aspectos em primeiro Coríntios, no capítulo treze. Por isso não se trata de revelar e manifestar dons espirituais como o falar em línguas, pois apenas palavras não traduzem nada, como está no versículo um. Poderia ter a habilidade de anunciar a mensagem de Deus de forma profunda, com conhecimento e ter tamanha fé, como está no versículo dois. Poderia ser profundamente caridoso e dar tudo o que temos ou mesmo nos entregarmos para sermos mortos, mas sem o amor nada disto resolve, como está no versículo três.

Temos e precisamos refletir sobre o amor de Deus, pelo qual Ele se revela e deseja que todas as pessoas O conheçam, como está do versículo quatro ao sete: “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.” (1Coríntios 13.4–7, NTLHE).

Quando entendemos que somos filhos, sendo Seus imitadores, que temos que revela-Lo às pessoas, compreendemos que a única maneira de leva-Lo até elas, não está na manifestação do Seu poder, mas, por meio de atos de amor.

E temos que compreender que não se trata de um esforço para revelar, mas entendimento e fé de que o Espírito Santo derramou abundantemente do amor de Deus em nossas vidas para que O manifestemos nos nossos relacionamentos. A única coisa que precisamos fazer é reconhecer que morremos para o pensamento deste mundo, que não devemos e nem podemos viver pela sabedoria natural, cedendo aos nossos desejos e interesses, pois fomos crucificados com Cristo para vivermos em novidade de vida segundo a vontade do Pai, crescendo e amadurecendo no Seu conhecimento, pois nisto está a vida eterna.

foto por: Milada Vigerova on Unsplash

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