Os “Sextas-feira” em nossas vidas

Paulo tinha convicção do que era para fazer e da vontade de Deus assim como nós, mas nem sempre as pessoas à nossa volta compreendem a nossa situação ou o que temos que passar como um processo para que haja o conhecimento da glória do Pai entre os homens. E estas pessoas, pela imaturidade, falta de visão ou compreensão do evangelho, acabam sendo instrumentos do Diabo em nossas vidas, falando palavras que não traduzem a vontade de Deus, mas, manifestação do pensamento humano com o intuito de nos  incentivar na busca da nossa salvação. Estas pessoas são os “sextas-feira” que Ele permite, como foi Pedro na vida de Jesus.

Podemos ler alguns relatos, sobre este tipo de ocorrência na vida de Paulo, como está em Atos, no capítulo vinte e um, versículo quatro, quando compreenderam o que ele passaria em Jerusalém: “ Naquela cidade encontramos alguns cristãos e ficamos com eles uma semana. Então, avisados pelo Espírito Santo, eles disseram a Paulo que não fosse para Jerusalém.” (Atos dos Apóstolos 21.4, NTLHE).

Mas não ficou restrito a estes irmãos, temos outros, como podemos ler do versículo dez ao doze:  “Alguns dias depois da nossa chegada, um profeta chamado Ágabo veio da região da Judéia. Ele chegou perto de nós, pegou o cinto de Paulo, amarrou os próprios pés e as próprias mãos e disse: — O Espírito Santo diz isto: em Jerusalém o dono deste cinto será amarrado assim pelos judeus e será entregue nas mãos dos não-judeus. Quando ouvimos isso, nós e os irmãos de Cesaréia pedimos com insistência a Paulo que não fosse para Jerusalém.” (Atos dos Apóstolos 21.10–12, NTLHE).

Mas o que Paulo responde, está do versículo treze ao quinze que traduz uma resposta mais amigável que a que Jesus falou para Pedro: “ Mas ele respondeu: Por que vocês choram assim e me deixam tão triste? Eu estou pronto não somente para ser amarrado, mas até para morrer em Jerusalém pela causa do Senhor Jesus. E não conseguimos convencê-lo a não ir. Então desistimos e dissemos: — Que seja feita a vontade do Senhor! Depois de passarmos alguns dias ali, juntamos as nossas coisas e fomos para Jerusalém.” (Atos dos Apóstolos 21.13–15, NTLHE).

Estamos como Paulo, prontos para morrer em favor do evangelho para que pessoas sejam salvas? Conseguimos nos colocar, compreendendo a vontade de Deus, como uma oferta em favor delas ou buscamos a nossa salvação? O nosso pensamento e atitude diante de situações como esta de Paulo revela a nossa maturidade quanto a compreendermos a vontade do Pai, entendermos o nosso papel e nos submetermos à Ele para realizar o Seu querer.

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