Não dá para aumentar a carga

Precisamos aprender a viver o evangelho pela graça e não de acordo com a nossa religiosidade e nem pensamento natural, observando a lei do esforço, do empenho, como moeda de troca com Deus. Viver o Reino e realizar o verdadeiro culto não está em observação de regras, mas em compreender a graça e revela-la a todos com quem nos relacionamos.

Em Atos, no capítulo quinze, temos a situação de fariseus convertidos que queriam que os não judeus guardassem e observassem os preceitos da lei, como podemos ler no versículo um: “Alguns homens foram da região da Judéia para a cidade de Antioquia e começaram a ensinar aos irmãos que eles não poderiam ser salvos se não fossem circuncidados, como manda a Lei de Moisés.” (Atos dos Apóstolos 15.1, NTLHE).

Este tipo de ensinamento ainda é costume em nossos dias, onde há um desejo de impor regras e obediência, para que possamos alcançar a reconciliação com Deus e não compreendemos que depende inteiramente da Sua graça, como Pedro afirmou do versículo nove ao onze: “Deus não fez nenhuma diferença entre nós e eles; ele perdoou os pecados deles porque eles creram. Então por que é que vocês estão querendo pôr Deus à prova, colocando uma carga nas costas dos que agora estão crendo? E essa carga nem nós nem os nossos antepassados pudemos carregar. Pelo contrário, por meio da graça do Senhor Jesus, nós, judeus, cremos e somos salvos do mesmo modo que os não-judeus.” (Atos dos Apóstolos 15.9-11, NTLHE).

O evangelho não se trata de observação de regras de aparências, mas da expressão da conversão por meio de obras que revelam o arrependimento, submissão à vontade de Deus e expressão desta pelo revelar das Suas virtudes às pessoas. Mas, além disto, do revelarmos a graça e a compaixão, ajudando-as a compreenderem a vontade do Pai e conduzi-las ao conhecimento de quem Ele é pelo fato de sermos Seus imitadores, por isso regras e aparências não salvam e nem O revelam a ninguém, trata-se somente de mais carga para carregarmos para tentarmos provar alguma coisa.

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