Nossa motivação pode contaminar

Precisamos estar atentos às várias maneiras como o pensamento natural tenta fazer parte da vida da igreja e nortear as nossas no que fazemos. Achamos muitas vezes que com os nossos recursos ou com nossos talentos podemos exercer o poder. Não devemos deixar que este tipo de atitude faça parte da comunhão e nem incentivarmos as pessoas que assim pensam.

Em Atos no capítulo oito, temos a história da perseguição da igreja. Felipe saindo, pregava sobre a palavra, ensinando. Em Samaria realizou sinais e prodígios. Os apóstolos foram até lá e orando pelas pessoas, elas recebiam o Espírito Santo. Havia entre os que os acompanhavam um chamado Simão, que era mágico antes de se converter e que ficou extasiado com relação a tudo que via. Então, decidiu oferecer aos apóstolos dinheiro para que pudesse ter este dom.

O que Pedro responde a Ele? Isto podemos ler em Atos no capítulo oito, do versículo vinte e um ao vinte e três: “Você não tem direito de tomar parte no nosso trabalho porque o seu coração não é honesto diante de Deus. Arrependa-se, deixe o seu plano perverso e peça ao Senhor que o perdoe por essa má intençãoVejo que você está cheio de inveja, uma inveja amarga como fel, e vejo também que você está preso pelo pecado.” (Atos dos Apóstolos 8.21–23, NTLHE).

Por que fazemos? Ou por que queremos fazer as coisas? Qual a motivação? Aparência de poder? Inveja? Sermos reconhecidos? Queremos uma posição? Precisamos entender que igreja não é comércio, não é emprego e muito menos uma instituição. Igreja, são vidas e temos que entender que o nosso papel, como membros do corpo é ajudarmos uns aos outros no crescimento, amadurecimento e expressão da vontade de Deus neste mundo. Não compramos nada espiritual, mas sendo espirituais, revelamos as virtudes do Pai em favor das pessoas para que tomem posse da liberdade oferecida por Ele a todos para que sejam curados de suas cegueiras e que façam das Suas vidas uma oferta em favor daqueles que ainda não compreenderam o Reino de Deus, agindo com compaixão e não por inveja, cobiça ou sede de poder.

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