Espiritual ou religioso?

Precisamos compreender a diferença entre ser espiritual ou religioso. Deus fez de nós uma nova criatura, uma nova pessoa, um ser espiritual. Mas podemos estar cegos quanto a Sua vontade e agirmos como religiosos e não como Seus filhos. Ele nos fez Seus filhos para revela-Lo neste mundo e para fazermos a Sua vontade ser cumprida na terra como ela é nos céus.

Temos uma passagem, que envolveu Estevão, os religiosos e Paulo antes de sua conversão. Isto está em Atos no capítulo 7, do versículo cinquenta e sete ao capítulo oito, versículo um: “Mas eles taparam os ouvidos e, gritando bem alto, avançaram todos juntos contra Estêvão. Depois o jogaram para fora da cidade e o apedrejaram. E as testemunhas deixaram um moço chamado Saulo tomando conta das suas capas. Enquanto eles atiravam as pedras, Estêvão chamava Jesus, dizendo: — Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Depois, ajoelhou-se e gritou com voz bem forte: Senhor, não condenes esta gente por causa deste pecado! E, depois que disse isso, ele morreu. E Saulo aprovou a morte de Estêvão. Naquele mesmo dia a igreja de Jerusalém começou a sofrer uma grande perseguição. E todos os cristãos, menos os apóstolos, foram espalhados pelas regiões da Judéia e da Samaria.” (Atos dos Apóstolos 7.57–8.1, NTLHE).

A primeira coisa que podemos observar em um religioso é a sua indisposição para ouvir e julgar à luz da palavra. Sua preocupação é a manutenção do seu entendimento e do “status quo”. A outra coisa é a sua sinceridade em defender suas crenças e doutrinas. Procurar salvar a si mesmo.

O espiritual, primeiramente faz da sua vida uma oferta em favor do outro e se empenha para que ele possa abandonar a sua cegueira e falta de entendimento. Mas, mais do que isso, como podemos ler esta história, não defende a si mesmo, mas a vontade do Pai e os valores do reino. O aspecto mais importante é o fazer da sua vida uma oferta em favor do outro para que ele compreenda, mas, se observarmos a atitude de Estevão, ele foi além. Pois mesmo sofrendo o dano, mesmo sendo apedrejado, ainda clama ao Senhor, não para que o livrasse, mas para que Ele não atribuísse aos seus algozes o pecado que estavam cometendo. O exemplo de Estevão traduz o compromisso de compaixão para com as vidas. Esta atitude, esta virtude de Deus, foi uma semente plantada na vida de Paulo que O conduziu ao que culminou na sua conversão no caminho de Damasco.

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