Entre a nossa vontade e a de Deus

Não é mérito ou defeito quando repetimos os nossos pedidos, quando colocamos a nossa angústia diante do Pai, pois Jesus não foi diferente diante do momento que antecedeu o Seu sofrimento, nas vezes que repetiu o Seu pedido para livrá-Lo daquela hora, mas entendendo o Seu papel e o propósito do Pai, abriu mão de Sua vontade em favor da vontade de Seu Pai.

Podemos ler sobre este momento e as três vezes que orou a Ele, pedindo para livrá-Lo, como está em Mateus no capítulo vinte e seis, sendo que o Seu primeiro pedido está no versículo trinta e nove, depois que pediu aos Seus discípulos que ficassem com Ele orando:  “Ele foi um pouco mais adiante, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e orou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.” (Mateus 26.39, NTLHE). O Seu segundo pedido está no versículo quarenta e dois:  “ Pela segunda vez Jesus foi e orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice de sofrimento não pode ser afastado de mim sem que eu o beba, então que seja feita a tua vontade.” (Mateus 26.42, NTLHE). E a terceira vez, podemos ler no versículo quarenta e quatro:  “ Jesus tornou a sair de perto deles e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.” (Mateus 26.44, NTLHE).

Qual a questão da nossa vontade e da vontade do Pai? Não existe escolha ou opção quando compreendemos quem somos, o que recebemos e o propósito que Ele estabeleceu para nós neste mundo. Podemos até desejar a nossa vontade, mas precisamos aprender a nos sucumbir à vontade Daquele que nos amou e nos reconciliou com Ele por meio da Sua graça.

Não estamos aqui, para vivermos os nossos interesses e nem a nossa vontade, mas para que, conhecendo a Deus, possamos viver neste mundo como Seus filhos, revelando o Seu amor, graça, misericórdia, bondade, longanimidade, paciência com todas as pessoas para que o nome do Pai seja glorificado.

Anúncios