Expectativa quanto ao Reino de Deus

Jesus contando uma história sobre o reino, que precisamos entender em nosso contexto de atitudes, para não acharmos que viver este reino, se trata da simples questão de sermos salvos pela graça de Deus e por meio da fé em Cristo Jesus e que, este fato consumado em nosso favor, não tem qualquer implicação em nossa vida.

Em Mateus, no capítulo vinte e cinco, nos versículos quatorze e quinze, Ele faz uma comparação com o que é o reino de Deus: “Jesus continuou: O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade. E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar.” (Mateus 25.14–15, NTLHE).

Depois ao voltar, houve a prestação de contas, de todos. Temos a situação do último que recebeu cem moedas (conforme a NTLH), podemos ler do versículo vinte e quatro ao vinte e sete: “ — Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro.” — “Empregado mau e preguiçoso!”, disse o patrão. “Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.” ” (Mateus 25.24–27, NTLHE).

No reino, precisamos entender que temos papeis a desempenhar. Deus nos concedeu dons e talentos, e com estes devemos, segundo o caráter e a natureza do Criador, usarmos em favor uns dos outros.

Nossa vida tem que ser uma oferta, o que recebemos não é para guardarmos para nós, mas para sermos instrumentos úteis ao reino. Somos salvos para vivermos neste mundo sendo imitadores de Deus e de Cristo, fazendo as Suas obras, manifestando as Suas virtudes, servindo uns aos outros, caminhando e amadurecendo, aprendendo a fazer da nossa vida uma oferta em favor das pessoas, agindo com compaixão e conduzindo-as ao conhecimento do Pai.

Quando não o fazemos e retemos usando em nosso benefício somente, mantendo uma visão de recebedor e não de abençoador, implica que  não compreendemos a vontade de Deus e nem o nosso papel. Estamos agindo como este último que não fez o que se esperava dele. Assim, quando vivemos uma vida buscando os nossos interesses, sonhando os nossos sonhos, buscando a satisfação dos nossos desejos, não estamos sendo diferente do que éramos. Viver o reino de Deus se trata de uma transformação de entendimento e de uma vida que reflete e revela a Sua glória neste mundo, agindo como Ele.

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