Não ouvir, nem enxergar

Uma coisa é muito importante em nossas vidas e que precisamos refletir e tomarmos a decisão: queremos conhecer a Deus e a Sua vontade ou continuarmos a defender o nosso ponto de vista, interesses, desejos e manter uma visão religiosa das coisas que somente aliviam a nossa consciência por dever cumprindo, mas que não traduz o querer de Deus nem a Sua vontade?

Precisamos aprender a ouvir e a enxergar o que Deus está falando em nossos dias, pois caso contrário, continuaremos em nossa religiosidade e não nos sujeitaremos à vontade do Pai, mas lutaremos pelos nossos interesses. Assim foi na época de Jesus, assim é nos nossos dias.

Em Mateus, no capítulo dezessete, depois da experiência dos discípulos com a transfiguração, descendo o monte, eles perguntaram a Jesus no versículo dez: “Então os discípulos perguntaram: Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?” (Mateus 17.10, NTLHE). Qual foi a resposta de Jesus? Isto está no versículo doze: “porém eu afirmo a vocês que Elias já veio, e não o reconheceram, mas o maltrataram como quiseram. Assim também maltratarão o Filho do Homem.” (Mateus 17.12, NTLHE).

Mas o que é interessante, é que Jesus fala da Sua morte e ressurreição, mas eles durante o julgamento fogem, durante a crucificação não se lembram e depois que foi sepultado, também não se lembram do que Ele falou. Podemos observar nos versículos vinte e dois e vinte e três Suas palavras: “Um dia os discípulos estavam se reunindo na Galiléia, e Jesus disse a eles: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e eles vão matá-lo; mas três dias depois ele será ressuscitado. E os discípulos ficaram muito tristes.” (Mateus 17.22–23, NTLHE).

Por que isso acontece? Pela maneira como nos dispomos a ouvir e enxergar, podemos escutar, mas não ouvir o que é falado, podemos ver, mas não enxergar segundo a perspectiva de Deus. Tudo isso é decorrente de não nos sujeitarmos à Sua vontade, mas de buscarmos a nossa vontade e os nossos interesses. Precisamos aprender e a desejar, a vontade Dele, mesmo que não seja a mais agradável segundo a perspectiva natural, mas ela é perfeita, é boa e é agradável, pois nos conduz na expressão de quem Ele é.

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