Criamos regras para o nosso deleite e religiosidade

Nos preocupamos mais com o exterior que com o interior, focados na aparência e nos esquecendo da essência e motivação que temos sido ao longo de nossa  vida. Nos enchemos de religiosidade esquecendo do ensino de Jesus.

Por que continuamos na nossa hipocrisia religiosa e não olhamos os ensinos com o desejo de conhecer a vontade de Deus? Jesus respondendo aos religiosos de Sua época em Mateus, no capítulo quinze versículo um e dois, trata deste assunto:

 “Então alguns fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém para falar com Jesus e lhe perguntaram: Por que é que os seus discípulos comem sem lavar as mãos, desobedecendo assim aos ensinamentos que recebemos dos antigos?” (Mateus 15.1–2, NTLHE). E Jesus responde com outra pergunta, no versículo três, para que possam repensar o que estavam fazendo: “Jesus respondeu: E por que é que vocês desobedecem ao mandamento de Deus e seguem os seus próprios ensinamentos?” (Mateus 15.3, NTLHE). Então ele afirma, do versículo sete ao onze:  “Hipócritas! Isaías estava certo quando disse a respeito de vocês o seguinte: “Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem meus mandamentos. Jesus chamou a multidão e disse: — Escutem e entendam! Não é o que entra pela boca que faz com que alguém fique impuro. Pelo contrário, o que sai da boca é que pode tornar a pessoa impura.” (Mateus 15.7–11, NTLHE).

Do que Jesus está falando? Ele está reforçando a nossa religiosidade e nos chamando para repensarmos, para analisarmos nossas situações, posicionamentos e nas coisas que fazemos, se estamos sendo religiosos ou verdadeiros filhos. Nos preocupamos com a aparência, demonizamos tudo, achamos que pintura no corpo, achamos que se não guardarmos dias, que se não fizermos isso ou aquilo, se não procedermos assim ou assado, se não cumprimentarmos dessa ou daquela maneira, não estamos sendo cristãos. Adotando estas atitudes, desviamos a atenção do que é importante, sobre o que tem origem no nosso coração, nossos pensamentos, desejos e vontade.

Como filhos, precisamos estar atentos ao coração, ao que tem brotado dele, pois se revela pensamento natural e não tem origem no coração que recebemos de Deus, então precisamos repensar o que temos feito, precisamos fazer morrer a natureza humana e vivermos segundo a realidade espiritual que Deus nos inseriu. Somos filhos para revelar compaixão, misericórdia e graça com as pessoas e não existimos para criarmos regras para atender os nossos desejos religiosos e nem para impormos o nosso ponto de vista.

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