Porque perdoar as pessoas

Quando oramos o “Pai nosso”, colocamos algumas afirmações e condições que precisamos, não usar de vãs repetições, mas fazermos com consciência e entendimento, pois não se trata do que falamos, mas do que fazemos diante do que afirmamos

No “Pai nosso” pedimos a Deus, como está no capítulo seis, de Mateus, nos versículos nove e dez: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso,  que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;  faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” (Mateus 6:9-10, BEARA).

Ao pedirmos ao Pai para que a vontade Dele ocorra na terra como nos céus, tomamos a consciência que Ele é soberano sobre todas as coisas e compreendemos que a Ele nos submetemos para vivermos segundo a Sua vontade e que somos o instrumento da Sua vontade neste mundo.

E depois, também, pedimos na mesma oração, quanto ao perdão, como está no versículo doze: “e perdoa-nos as nossas dívidas,  assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;” (Mateus 6:12, BEARA). Que Ele nos perdoe como perdoamos quem nos ofende, quem nos magoa, quem nos maltrata, quem nos tratou sem respeito e honra, quem nos odeia. Se não perdoarmos, também não precisamos do perdão, é isso que afirmamos.

E Jesus, depois de ensinar esta oração fala aos discípulos, no versículo quatorze e quinze: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;  se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. ” (Mateus 6:14-15, BEARA).

Por que precisamos deste entendimento? Por que desta condição? Simples, quando tomamos consciência do perdão recebido, da compaixão do Pai por nós, da Sua obra em nosso favor, da nossa total falta de merecimento e da nossa condição de rebeldia diante da Sua vontade e glória e de que estávamos perdidos, mortos em nossos delitos e pecados, Ele mesmo sem qualquer esforço da nossa parte, se move em nosso favor, realiza a obra na cruz e nos concede pela graça, por meio da fé em Cristo Jesus o perdão para o nosso pecado. Quando entendemos o perdão recebido, não podemos agir de forma diferente diante das agressões e ofensas daqueles que ainda não estão maduros ou não compreenderam a graça de Deus. Assim como Ele, devemos e temos que agir, pois Ele partilhou conosco da Sua natureza, vida e nos habilitou para sermos como Ele com as pessoas. Se não estamos sendo é porque ainda não entendemos nada do que recebemos, talvez estejamos firmes no propósito de sermos somente religiosos.

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