O contexto das tentações e a compaixão

As provações, tentações a que somos submetidos tem o propósito de nos trazer entendimento e nos conduzir ao processo de amadurecimento para revelarmos o Cristo por meio das nossas vidas e cumprirmos o propósito de Deus, bem como manifestarmos Suas virtudes e assim revelarmos compaixão pelas pessoas.

As tentações de Jesus, depois de passar quarenta dias no deserto, conforme está no evangelho de Mateus, no capítulo quatro, do versículo um ao onze, estão relacionadas as seguintes áreas: provar quem Ele é, como está no versículo três: “Então o Diabo chegou perto dele e disse: — Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras virem pão.” (Mateus 4:3, NTLH). Tentar a Deus, usando do Seu poder em benefício próprio, como está no versículo seis: “Então disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, pois as Escrituras Sagradas afirmam: “Deus mandará que os seus anjos cuidem de você. Eles vão segurá-lo com as suas mãos, para que nem mesmo os seus pés sejam feridos nas pedras.”” (Mateus 4:6, NTLH).

E nos conceder poder anelado no mundo, como está nos versículos oito e nove: “Depois o Diabo levou Jesus para um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e as suas grandezas e disse: — Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar.” (Mateus 4:8-9, NTLH).

Entendendo que Jesus foi tentado nestas três áreas: provar quem somos, usar o poder para benefício próprio e ceder aos desejos deste mundo, precisamos refletir, conhecer as Escrituras e não nos sucumbirmos às tentações e andarmos segundo o pensamento natural. O conhecimento das Escrituras, a submissão a Deus e a Sua vontade, o fazer das nossas vidas uma oferta viva a Ele, nos conduzirá a mesma atitude e ação de Jesus, pois não andaremos pelo pensamento natural, mas espiritual, pois nascemos de Deus, recebemos do Seu Espírito e fomos capacitados para viver a Sua vontade.

Assim, amadureceremos, não negligenciaremos o nosso papel e andaremos segundo a vontade do Pai. Agiremos como Ele com as pessoas, não buscaremos somente nossos interesses, mas os dos outros e principalmente, para que conheçam a Deus e seremos verdadeiros auxiliadores nesta jornada, pois como tivemos e temos dificuldades, somos capazes de nos compadecer daqueles que são fracos para ajuda-los.

Somente podemos resistir ao Diabo para ele fugir de nós, se nos sujeitarmos a Deus e vivermos segundo a Sua vontade, pois só assim, estaremos agindo como Seus filhos.

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