Ainda preferimos o outro

foto por: Madara Moroza em Unsplash

No evangelho de Lucas, no capítulo vinte e três, do versículo dezesseis ao dezenove, podemos ler sobre o momento em que Pilatos fala em soltar a Jesus, mas a multidão clama por Barrabás:

Portanto, após castigá-lo, soltá-lo-ei. [E era-lhe forçoso soltar-lhes um detento por ocasião da festa.] Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás! Barrabás estava no cárcere por causa de uma sedição na cidade e também por homicídio.” (Lucas 23.16–19 RA).

Diante do clamor da multidão, Pilatos solta a Barrabás e envia Jesus para a crucificação. A questão é que, embora condenemos a multidão pela escolha que fez, será que não estamos fazendo a mesma coisa? Não estamos escolhendo os valores deste mundo, priorizando as coisas fúteis e temporárias desta vida? Quando escolhemos os prazeres, reforçando os nossos desejos, insistindo em andar segundo o nosso egoísmo, arrogância, ganância, avareza, ódio e tantos outros sentimentos, expressamos que estamos escolhendo o deus deste mundo e não a Cristo que se fez oferta, morreu, ressuscitou para nos resgatar e nos fazer livres para andarmos na vontade de Deus. Somente quando refletimos à luz da Palavra e julgamos os nossos atos é que podemos enxergar o quanto não somos diferentes da multidão que condenou Cristo.

Não se trata do que pensamos, mas da maneira que vivemos, as obras que expressamos que revelam o quanto ainda preferimos o outro em detrimento de Cristo e do andar na vontade do Pai.

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