O problema não é o comércio, mas a forma

foto por: Dane Deaner em Unsplash

Nos ensinos de Jesus aprendemos muito e muitas vezes nos prendemos aos atos e não na motivação pela qual fazemos as coisas, como é o caso do comércio no templo para realizar o sacrifício, como podemos ler em Lucas no capítulo dezenove, versículos quarenta e cinco e quarenta e seis:

Depois, entrando no templo, expulsou os que ali vendiam, dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração. Mas vós a transformastes em covil de salteadores.” (Lucas 19.45–46 RA).

A questão levantada pelo Senhor não é o comércio para o sacrifício que muito facilitava para os que vinham de longe, mas a questão da ganância, do roubo, da corrupção que existia não só no templo, mas em toda a cidade. Ao analisarmos sob esta perspectiva, podemos observar que é um problema de natureza humana. Hoje, já não fazemos o sacrifício no templo, mas a maneira como comercializamos, tem embutido o mesmo princípio que rege a natureza humana que é carregada de ganância, avareza, egoísmo, onde pensamos somente em nós e em quanto podemos ganhar, mesmo agindo fora do padrão de justiça. Como filhos de Deus não podemos proceder e nem fazer as coisas pelo mesmo princípio de pensar do mundo, mas devemos atuar segundo a justiça eterna, revelando equidade e graça diante das pessoas.

Não vivemos e nem fazemos as coisas como a forma de pensar deste mundo, pois o problema não é a comercialização, mas a forma como queremos negociar tudo que produzimos, segundo o fundamento da ganância e do egoísmo, não fazendo como a justiça de Deus.

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