A revelação da ira de Deus

foto por: Cassie Boca em Unsplash

Muitas vezes, se não na maioria, focamos a ira de Deus, com relação à prática da injustiça para com aqueles que não O conhecendo vivem de maneira contrária ao fundamento que deve nortear as nossas vidas. Pensamos na perspectiva das paixões humanas, mas não pensamos na religiosa de nossas atitudes que não traduzem, também, a Sua vontade.

O religioso é o ímpio transvestido, pois parece que está ligado às coisas de Deus, mas no fundo as usa buscar o interesse próprio, vivendo uma prática de vida que em nada revela a verdadeira justiça, mas, usurpa as pessoas, escraviza-as à sua vontade e não as conduz ao conhecimento e a liberdade que nos ensina a sermos a oferta em favor de todos.

Por isso, quando Paulo escreve aos Romanos, capítulo um, versículo dezoito, como podemos ler: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;” (Romanos 1.18, BEARA). E também, podemos ler no versículo vinte e um: “porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.” (Romanos 1.21, BEARA).

Não se trata do ímpio segundo a perspectiva natural, mas principalmente o religioso em suas práticas e na busca do interesse próprio, pois a religião que não se preocupa com o outro, que não ensina a ser oferta, que não revela o amor de Cristo, na realidade, vive pela prática da injustiça, manifestando a perversão do homem, pois embora pareça algo santo, na realidade é tão corrupto quanto qualquer atitude baseada no pensamento natural.

Não podemos ser instrumentos de religiosidade, mas temos que ser expressão e revelação da justiça de Deus, que nos conduz a sermos a oferta em favor das pessoas, ensinando-as sobre a Sua vontade e não a buscar os nossos interesses.

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