A preocupação de Demétrio

foto por: Tim Trad em Unsplash

O quanto da preocupação  de Demétrio tem sido a nossa? O quanto temos pensado na perspectiva comercial o nosso relacionamento com as pessoas e com o “deus” que achamos ser o Deus verdadeiro? Precisamos parar e pensar sobre as nossas motivações,  em como olhamos as coisas e o quanto agimos como Cristo ou simplesmente meros religiosos.

Demétrio, um artífice, responsável por produzir, dentre outros, imagem da deusa Diana, e esta profissão dava não só a ele, mas a outros muito lucro e no vender de imagens vinha a sua prosperidade.

A atitude e a preocupação de Demétrio está em Atos, capítulo dezenove, do versículo vinte e cinco ao vinte e sete: “convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade e estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que são feitos por mãos humanas. Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram.” (Atos dos Apóstolos 19.25-27, BEARA)

Demétrio estava realmente preocupado com o que iria acontecer com a deusa Diana? Não! Sua preocupação era apenas comercial, isto é, quanto deixaria de ganhar ou qual seria o prejuízo que teria se a deusa caísse em descrédito.

O que temos que pensar é sobre o mesmo aspecto em nossas vidas. O quanto temos agido de forma comercial com relação às coisas do reino, tanto no retorno financeiro, como na não resposta que recebemos das pessoas. Se o que fazemos, temos realizado na perspectiva de recebermos um retorno, estamos equivocados, não compreendemos ainda  a vontade de Deus e agimos no mesmo espírito de Demétrio.

Não se trata do quanto ganharemos ou não, mas do quanto fazemos das nossas vidas a verdadeira oferta que revela Cristo em nós e que está alinhada com a vontade do Pai. Temos e precisamos ser filhos, por isso, não podemos pensar na perspectiva comercial, onde o investimento, necessariamente requer retorno. Quanto temos ofertado e colocado o que somos e os talentos que temos em favor do reino e da vontade do Pai, como a um fundo perdido que não teremos retorno?

Que possamos compreender o que seja o reino e não agirmos com a mesma preocupação de Demétrio, mas sermos como Cristo, cumprindo a vontade do Pai.

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