Não chamar de profano o que é santo!

foto por: Vidar Nordli-Mathisen em Unsplash

Nós, na nossa religiosidade, nos achamos melhores que os outros e muitas vezes chamamos o santo de profano, não querendo nos misturar, mas mantemos distância e não somos chamados para isso. Deus nos tirou das trevas, nos santificou, nos preparou, para que pudéssemos ser luz e assim, iluminar o caminho e conduzir as pessoas à reconciliação com Deus.

Pedro, por ser judeu não poderia se misturar, entrar na casa de um gentio, mas Deus lhe mostra que não poderia chamar de profano o que Ele havia purificado, como está em Atos, capítulo dez, do versículo nove ao treze: “No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar. Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase; então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come.” (Atos dos Apóstolos 10.9–13, BEARA).

E no versículo dezessete, depois da visão: “Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria o significado da visão, eis que os homens enviados da parte de Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam junto à porta;” (Atos dos Apóstolos 10.17, BEARA). Nos versículos dezenove e vinte: “Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei.” (Atos dos Apóstolos 10.19–20, BEARA).

Temos que entender que estamos, vivemos, trabalhamos e estudamos no mundo, não para criarmos redomas à nossa volta e de nossos filhos, mas para que, compreendendo quem somos, o nosso papel como pessoas e família, possamos santificar quem estiver à nossa volta, conduzindo-as ao conhecimento de nosso Deus e Pai.

Não podemos tratar as pessoas como profanas e nem querermos nos isolar, mas devemos ser luz, expressão do Deus vivo, e fazermos da nossa vida a oferta em favor delas, para que sejamos instrumentos de reconciliação de todos com o Pai, segundo a Sua vontade. E neste processo devemos ensinar a todos a fazerem o mesmo.

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