Não se remove o joio do meio do trigo

foto por: Derek Thomson em Unsplash

No nosso sectarismo, nossa religiosidade, nos nossos desejos de estabilidade e de não querermos enfrentar os problemas e dificuldades que nos conduzem à maturidade, queremos excluir a igreja do meio onde ela precisa estar, excluir pessoas do nosso meio, pois não estão alinhados com o nosso entendimento e pensamentos, achando que fazendo assim, estamos prestando um bom serviço a Deus.

Não podemos separar a igreja do mundo. A vontade de Deus e o Seu plano foi que ela estivesse aqui fazendo a diferença, plantando os valores do reino e influenciando as pessoas com os valores eternos.

Jesus, falando sobre isso, em Mateus, capítulo treze,  versículos vinte e quatro e vinte e cinco, por meio de uma parábola, afirma: “Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.” (Mateus 13.24–25, BEARA). Como as duas sementes cresceram, então do versículo vinte e oito ao trinta, podemos ler o que nos ensina o Senhor: “Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.” (Mateus 13.28–30, BEARA).

A separação entre o joio e o trigo não é nossa responsabilidade, somos o trigo, temos que produzir o fruto e revelar diante de todos o conhecimento de Deus, nossa intimidade. Precisamos ser exemplo e modelo. Fazemos isso  no meio do joio, pois só assim, resplandeceremos a glória do Senhor e Ele será conhecido e reconhecido em nós para que o Seu nome seja glorificado por meio de nossas vidas.

Somos Seus instrumentos para manifestar e santificar o Seu nome, por isso precisamos fazer das nossas vidas uma oferta em favor da Sua vontade para que ao verem as boas obras que praticamos, as pessoas possam glorificar o Pai.

Temos e precisamos, não só que viver a vontade do Pai, como ensinar outros a viverem da mesma maneira, sendo exemplos, testemunhas e expressão da vida de Deus por meio da igreja, o corpo de Cristo.

Anúncios