Ficando impuro

Conceitos religiosos nos conduzem ao pensamento que precisamos nos separar do mundo para não sermos contaminados pelas coisas desta vida, mas quando assim agimos demonstramos que não entendemos as palavras de Jesus quanto ao que nos contamina: a verdadeira contaminação não provém de fora de nós, mas de nossos corações e insistência em querer andar pelo pensamento natural.

Jesus fala sobre isso em Marcos, no capítulo sete, nos versículos quatorze e quinze: “Jesus chamou outra vez a multidão e disse: — Escutem todos o que eu vou dizer e entendam! Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura.” (Marcos 7.14–15, NTLHE). E ai, Ele explica o que contamina e está relacionado do versículo vinte ao vinte e três, como podemos ler: “Ele continuou: — O que sai da pessoa é o que a faz ficar impura. Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências. Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras.” (Marcos 7.20–23, NTLHE).

Tendo este entendimento, vamos pensar no contexto de compaixão, de nos colocarmos no lugar do outro, de compreendermos a sua situação e nos oferecermos em seu favor e ai, fica a pergunta: “Podemos nos oferecer em favor do outro tendo estes pensamentos e agindo segundo este coração?”. Claro que não. Enquanto acharmos que dá para viver o reino de Deus segundo o pensamento natural, debaixo do domínio da natureza humana, como escravos, não experimentaremos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, não faremos da nossa vida uma oferta em favor dos outros e muito menos, agiremos com compaixão.

foto: Josh Calabrese

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