A compaixão nas pequenas coisas

Devemos olhar e ter compaixão não só com a questão espiritual, a salvação, o serem como ovelhas sem pastor, mas devemos revela-la nas pequenas coisas do dia a dia, no cuidar de suas necessidades, pois não se trata só da salvação da alma, mas de vivermos de maneira digna como ser humano e termos a equidade como fundamento do nosso viver, repartindo o que temos, mesmo pouco, com quem não tem.

Jesus nos ensina sobre isso, quando estava com a multidão. Podemos ler em Marcos no capítulo oito, do versículo um ao três: “Pouco tempo depois, ajuntou-se outra vez uma grande multidão. Como eles não tinham nada para comer, Jesus chamou os discípulos e disse: — Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. Se eu os mandar para casa com fome, eles vão cair de fraqueza pelo caminho, pois alguns vieram de longe.” (Marcos 8.1–3, NTLHE).

Mas o que fazem os discípulos? Não tinham já visto o Seu operar anteriormente? Podemos ver o que perguntam, demonstrando falta de compaixão e isto está no versículo quatro, pois pensavam pela perspectiva humana: “ Os discípulos perguntaram: Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?” (Marcos 8.4, NTLHE). Podemos ver que tinham mais recurso que anteriormente, como está nos versículos cinco e seis: “ — Quantos pães vocês têm? — perguntou Jesus. Sete! — responderam eles. Aí Jesus mandou o povo sentar-se no chão. Depois pegou os sete pães e deu graças a Deus. Então os partiu e os entregou aos discípulos, e eles os distribuíram ao povo.” (Marcos 8.5–6, NTLHE).

Nisto está a compaixão, a atitude de dar, de repartir a abundância? Não, no pouco que tinham, inclusive, se pensarmos, o que seriam sete pães para treze pessoas? Nada! Mas houve o operar do milagre. Temos que entender que não se trata do pouco que temos, mas da certeza do que precisamos fazer e do que Deus pode fazer com o pouco, desde que ofertado em favor dos outros, sem a preocupação com o egoísmo que é tão natural em nossas vidas. Por isso, precisamos entender que morremos para a natureza humana, que não podemos deixar que os desejos naturais dominem o nosso viver, pois fomos libertos para vivermos em plenitude de vida, segundo a vontade de Deus, habilitados para andarmos e revelarmos neste mundo que somos filhos de Deus.

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