Na oferta não existe o reconhecimento

Fazemos as coisas para as pessoas, oferecemos a nossa vida porque estão na ignorância e possuem falta de entendimento, queremos que cheguem ao conhecimento de Deus, mas se em nossa oferta houver o desejo de reconhecimento, se não for uma ação decorrente de uma atitude de compaixão de ser movido pelo amor e piedade, no revelar a graça e amor de Deus, não estamos realizando a oferta e nem fazendo o sacrifício segundo a Sua vontade, mas na expectativa de receber o retorno do investimento realizado.

Jesus ofereceu a Sua vida em nosso favor e nesta oferta não houve qualquer tipo de reconhecimento, inclusive tinha sido abandonado, mas, qual foi a atitude das pessoas que tinham ouvido sobre o que Ele havia ensinado?

Podemos ler a atitude das pessoas que ouviram. Isto está Mateus, no capítulo vinte e sete, nos versículos trinta e nove e quarenta:  “ Os que passavam por ali caçoavam dele, balançavam a cabeça e o insultavam, dizendo assim: — Ei, você que disse que era capaz de destruir o Templo e tornar a construí-lo em três dias! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz e salve-se a si mesmo!” (Mateus 27.39–40, NTLHE). E o pensamento dos religiosos, está expresso do versículo quarenta e um ao quarenta e três: “ Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes judeus também caçoavam dele, dizendo: Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo! Ele é o Rei de Israel, não é? Se descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele! Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora!” (Mateus 27.41–43, NTLHE). Inclusive os ladrões que foram crucificados com ele, estavam insultando, como podemos ler no versículo quarenta e quatro: “ E até os ladrões que foram crucificados com Jesus também o insultavam.” (Mateus 27.44, NTLHE).

E como faremos ou fazemos a nossa oferta? Na expectativa de reconhecimento? Então ficaremos desapontados e decepcionados, pois se assim trataram o nosso mestre, o que será de nós? Temos que entender que fazemos as coisas não para alcançar reconhecimento, nem para sermos recompensados, mas simplesmente para cumprirmos o propósito do Pai, sendo o instrumento que precisamos ser neste mundo, para revela-Lo aos homens e assim, espalhando da Sua graça e amor, possamos ser luz para as pessoas. Não devemos e nem podemos fazer para obter o reconhecimento, mas para revelarmos o Pai.

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