Para quem é a ceia?

Para quem é a ceia?

foto por:   James Coleman em Unsplash

Não podemos ser religiosos, nem simplesmente seguir rituais e acharmos que devemos e temos que ser exclusivistas, pois não se trata de simplesmente comer o pão, beber o vinho pensando que somos revestidos de força e poder, pois não é este o propósito da ceia do Senhor e não existe qualquer poder no pão e no vinho além do que já contém em si mesmo.

Jesus celebrando a ceia com os discípulos, em Mateus no capítulo vinte e seis, do versículo vinte e seis ao vinte e nove: “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber de novo, convosco no reino de meu Pai.” (Mateus 26.26–29, BEARA).

Jesus instituiu a ceia como instrumento para não nos esquecermos quem somos e como fomos salvos, para nos lembrarmos que somos miseráveis diante Dele e que não temos nada que possamos oferecer para que possamos alcançar a salvação, mas dependemos Dele inteiramente para que tenhamos vida e sejamos alcançados pela graça por meio da fé no que Ele fez em nosso favor.

Comemos o pão para não esquecermos que somos membros uns dos outros, mas, também para nos lembrarmos que somos a oferta em favor do mundo para que ele possa conhecer o Pai. É no partir do pão que enxergamos que não somos indivíduos, mas membros uns dos outros. Se Jesus celebrou com quem O traiu, porque não podemos ser inclusivos e repartir com todos que estão conosco à mesa? Que a gente possa repensar a nossa maneira de agir e compreender que devemos incluir as pessoas. Devemos celebrar com todos que estão à mesa, pois quem podemos dizer que faz parte e quem não? Nossa religiosidade?

 

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