Não se trata do perdão recebido, mas do reconhecimento do perdão concedido

Perdão de Deus

foto por: Martino Pietropoli em Unsplash

Estamos muito equivocados quanto a vontade de Deus, Seu plano e propósito, pois achamos que Ele deseja o nosso serviço, enquanto que o que Ele busca e quer ver em nós é um coração pronto e disposto a ouvir, aprender e a viver a Sua vontade, pois somos chamados para revelá-Lo ao mundo.

Um fariseu convidou Jesus para jantar com ele. Vemos este relato em Lucas, no capítulo sete. Do versículo trinta e seis ao trinta e nove, observamos a atitude de uma mulher e os comentários do fariseu: “Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento; e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o ungüento. Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora.” (Lucas 7.36–39, BEARA).

Qual foi a atitude de Jesus para com o fariseu? Isto podemos ler do versículo quarenta ao quarenta e sete: “Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre. Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés. Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.” (Lucas 7.40–47, BEARA).

Precisamos compreender que não se trata do perdão que recebemos, mas do entendimento, compreensão do perdão que nos foi concedido por Deus, pois podemos achar que somos até bonzinhos, mas temos que entender que todos, sem exceção, estamos perdidos e mortos nos nossos próprios delitos e pecados independente da gravidade deles. Nossa atitude de rebeldia e do querer andar segundo os nossos caminhos, nos mantém separados de Deus, mortos nos nossos delitos e pecados e que somente a graça operando por meio da obra de Cristo que nos conduz a reconciliação e a vida com Ele e que não se trata do nosso merecimento, mas de expressarmos o Senhor em nossas ações.

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