Compaixão acima das necessidades pessoais

foto por: Noah Buscher em Unsplash

O ponto que precisamos pensar é sobre o quanto estamos dispostos a revelar a obra de Deus em nossas vidas, agindo como Cristo com as pessoas e nas situações que enfrentamos, pois muitas vezes sabendo o que precisamos e devemos fazer, agimos segundo a paixão humana e nos sucumbimos aos nossos desejos.

Um exemplo da atitude de Jesus foi que embora querendo descansar com os discípulos e ter um tempo com eles, abre mão disto em favor das pessoas, como está em Marcos, capítulo seis, do versículo trinta ao trinta e um:  “Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado. E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham.” (Marcos 6.30–31, BEARA). Eles se movem neste sentido, mas ao chegarem no lugar o que acontece? Podemos ler sobre isso no versículo trinta e quatro: “Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.” (Marcos 6.34, BEARA).

A diferença entre buscar os próprios interesses e fazer da própria vida a oferta em favor das pessoas para que possam conhecer o Pai, está numa atitude como essa. Queremos revelar a obra de Deus, queremos revelá-Lo através das nossas vidas? Ou o que queremos é simplesmente sermos religiosos e acharmos que está tudo bem? Que possamos compreender o que seja amar como Cristo, fazer da nossa vida uma oferta, cientes que o amor de Deus foi derramado de forma abundante em nós pelo Espírito.

Não se trata do que precisamos receber, mas do entendimento do que Ele fez em nós e que fomos libertos do domínio do pecado para não mais vivermos segundo as nossas paixões, mas conforme a vontade do Pai.

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