A expectativa do “salve-nos”

Qual a expectativa que temos quando clamamos ao Senhor que nos salve como fizeram as pessoas que O receberam em Sua entrada em Jerusalém no lombo de um burrico? Que nos livre de nós mesmos, da nossa maldade, nos levando a cumprir a vontade do Pai ou para que nos livre das aflições do mundo, concedendo nos uma condição de vida material melhor que a que temos hoje? Precisamos compreender essas coisas.

Na entrada de Jesus em Jerusalém, no capítulo onze, do evangelho de Marcos, nos versículos nove e dez podemos ler: “ Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar: Hosana a Deus! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Que Deus abençoe o Reino de Davi, o nosso pai, o Reino que está vindo! Hosana a Deus nas alturas do céu!” (Marcos 11.9–10, NTLHE).

Hosana quer dizer “salve-nos”, mas eles estavam querendo a salvação que Jesus estava trazendo ou simplesmente que a nação de Israel fosse liberta do jugo romano? Eles buscavam a restauração do reino de Israel e não o que Jesus estava trazendo. Queriam a libertação na perspectiva terrena, material. E nós? Jesus proclamou a libertação, a restauração da visão, colocar-nos em liberdade, mas estamos buscando a liberdade que nos conduz à compreensão da vontade de Deus? Queremos ser Seus imitadores como filhos amados? Queremos fazer da nossa vida uma oferta em favor dos outros para que conheçam o Pai? Ou simplesmente o que buscamos é a nossa salvação e nos livrar das aflições da vida?

Temos e precisamos refletir para que não caiamos no mesmo erro da nação de Israel na época de Jesus, pois Ele não trouxe o que queriam, mas, o que não esperavam. Tanto que muitos tiveram suas expectativas frustradas, como ocorreu com Judas.

foto: Filipe Dos Santos Mendes

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