Há uma perspectiva equivocada quanto às coisas do reino, ao que esperamos e nossas expectativas. Não podemos olhar o reino com a mesma visão e entendimento que temos com relação as coisas desta vida. No reino não se trata do quanto fizemos, do nosso esforço, empenho para alcançarmos alguma coisa, mas, de como fazemos tudo que temos que fazer, a motivação que nos move e se temos feito pelo coração novo recebido de Deus ou se andamos pelo coração da natureza humana.
Jesus, contando uma história sobre trabalhadores, onde ao longo do dia, chamou pessoas para trabalhar. Ao fazer o pagamento, os últimos pensavam que iriam receber mais do que havia sido combinado com eles porque tinham trabalhado mais que os que tinham recebido o pagamento antes deles.
Podemos ler no evangelho de Mateus, no capítulo vinte, do versículo dez ao doze, a conclusão da história que diz: “Então os primeiros que tinham sido contratados pensaram que iam receber mais; porém eles também receberam uma moeda de prata cada um. Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão, dizendo: “Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós aguentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto, o pagamento deles foi igual ao nosso!”” (Mateus 20:10-12, NTLHE).
No reino de Deus precisamos compreender que o que fazemos não é para recebermos recompensa, ou para sermos remunerados pelo nosso esforço e empenho, mas, decorrente do entendimento do nosso papel e responsabilidade, como da compreensão que temos sobre a vontade de Deus e da nossa submissão à ela. Quanto mais maduros, mais nos sujeitamos a esta vontade e mais compreendemos que precisamos nos oferecer como uma oferta viva em favor de vidas, pois esta é a vontade do Pai. Quanto mais compreendemos quem somos e o que Ele fez por nós, mais nos colocamos e nos submetemos em faze-la.
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