A consciência da ira, graça e amor de Deus

Entendermos a graça, o amor e a ira de Deus nos permite compreender a salvação, a reconciliação e o que Ele deseja com relação a nossa vida. Nos traz entendimento que Ele deseja ser conhecido e não reconhecido pelos Seus atos e como deseja que vivamos neste mundo sendo Seus imitadores.

Sobre o amor de Deus por nós, entendemos por meio da Sua oferta em nosso favor, estando nós mortos em nossos delitos e pecados, como está escrito na carta de Paulo aos Romanos, no capítulo cinco, verso oito: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8, BEARA).

O amor é revelado quando ainda perdidos e mortos nos nossos delitos, para revelar Seu caráter e natureza, pois não foi esperando que fizéssemos algo para merecer que Ele agiu em nosso favor, Ele o fez sem qualquer merecimento nosso ou qualquer ação prévia que pudéssemos empreender.

Temos que entender que além do amor revelado, somos justificados mediante a fé, e não por obras, como está escrito nos versos um e dois: “Justificados,  pois, mediante a fé, temos paz  com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;  por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos  na esperança da glória de Deus.” (Romanos 5:1-2, BEARA).

A reconciliação nos foi oferecida sendo nós ainda inimigos de Deus, vivendo de forma contrária a Sua natureza, e isto, nos foi dado gratuitamente por meio de Cristo Jesus que se ofereceu para nos salvar e nos reconciliar com o Pai, como está nos versos dez e onze: “Porque, se nós, quando inimigos,  fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;   e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação. ” (Romanos 5:10-11, BEARA) .

A graça se revela na atitude de não exigir algo por merecimento, mas, como expressão de oferta em favor, para que houvesse a reconciliação, pois nós  mortos, não poderíamos fazer nada para merecer o que é nos oferecido por Deus, como podemos ler nos versos quinze e dezessete: “Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo,  foram abundantes sobre muitos.  O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa,  para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.  Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.” (Romanos 5:15-17, BEARA).

Temos que entender que por rebelarmos e  sermos senhores de nós mesmos, donos do nosso destino, egoístas, rebeldes e escolhermos viver de forma contrária à natureza divina, merecedores da morte a que estávamos já condenados, mas  o nosso Deus, se revela por meio da Sua graça e Seu amor por nós, oferecendo o meio e a forma de reconciliação para alcançarmos a Sua vida, a vida eterna, não por obras que possamos realizar, mas mediante a fé, por meio da obra de Cristo na cruz, que morreu em nosso lugar, para que pudéssemos alcançar a justiça de Deus, e assim, obtermos a vida e a possibilidade de conhece-Lo.

Ele deseja ser conhecido, para que compreendendo a Sua natureza, vivamos como Seus filhos, revelando a Sua graça e amor diante dos homens, agindo como Ele, andando de modo digno do Seu reino, praticando obras de justiça diante de todos os homens. E assim como Ele, devemos viver os nossos relacionamentos no desejo de ser conhecido e não reconhecido pelo que fazemos, pois compreendemos que somos e o que recebemos de Deus, como o que temos que revelar ao mundo como família.

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