Abandonando o primeiro amor!

Abandonando o primeiro amor

foto por: Ave Calvar em Unsplash

Quando falamos de abandonar o primeiro amor, não estamos tratando da questão de abandonar o fervor, a alegria, mas, a motivação para expressar e revelar Deus ao mundo. Somos chamados para expressá-Lo pela manifestação de obras que revelam o Seu amor. Revelarmos Deus em nossas ações, agindo como Ele diante das pessoas é a única forma de honrarmos o Seu amor, pois amarmos, não se trata de sentimento, mas de atitude em favor do outro, do verdadeiro culto, de sermos oferta como Cristo.

Quando João, escrevendo em Apocalipse à igreja de Éfeso, capítulo dois, do versículo dois ao seis, tratando da questão do primeiro amor, afirma: “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.” (Apocalipse 2.2–6, BEARA).

Voltar à prática das primeiras obras implica em agirmos como Cristo, amarmos como Ele amou, pois quem ama como Ele, oferta a própria vida em favor do outro e foi para isso que fomos chamados. Podemos começar bem, mas durante a caminhada, como a Igreja de Éfeso, podemos nos perder no caminho. Temos que nos julgar em todo o tempo e refletirmos por que fazemos as obras que estão em nossa incumbência. Pois se fazemos como uma negociata com Deus e não como expressão do Seu amor, estamos agindo segundo o princípio da prostituição, negando-O, Sua vontade e Sua obra em nossas vidas.