Somos chamados para desafios

Somos chamados para desafios

foto por: Brandon Hoogenboom em Unsplash

Quando somos chamados por Deus para cumprir um desafio, não podemos olhar pela perspectiva natural, mas tendo o entendimento de que é a vontade Dele, devemos compreender que somos instrumentos para expressá-la e que a obra é toda realizada por Ele.

Diante do milagre da multiplicação dos pães, podemos observar o mesmo tipo de realidade que somos chamados para vivermos. No capítulo seis do evangelho de João, versículos cinco e seis, temos o chamado para o desafio: “Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.” (João 6.5–6, BEARA).

No versículo sete, podemos observar o entendimento do tamanho do problema: “Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.” (João 6.7, BEARA). Para termos ideia. Um denário é o correspondente a jornada de um dia de trabalho.

Nos versículos oito e nove, temos a sugestão que parece loucura para a solução do problema e que sempre parece vir de um desavisado que parece que não entendeu o problema: “Um de seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, informou a Jesus: Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?” (João 6.8–9, BEARA).

Mas, quando confiamos e nos entregamos ao que tem que ser feito, usando os recursos limitados que nos são disponibilizados, podemos ver o operar de nosso Deus, como está nos versículos dez e onze: “Disse Jesus: Fazei o povo assentar-se; pois havia naquele lugar muita relva. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam.” (João 6.10–11, BEARA). A questão é que não houve regramento quanto a distribuição, como nós normalmente nos dispomos a fazer, mas foi distribuído o quanto queriam.

Fazer a obra que é de Deus, realizar o milagre para que a Sua vontade aconteça não está na nossa responsabilidade, mas no entendimento da entrega que temos e precisamos fazer para que sejamos meros instrumentos para expressão dessa vontade e não o responsável por ela. Temos que entender que somos apenas executores, não os donos e nem os provedores.