Mesmo na perspectiva da traição

Precisamos aprender a enfrentar e a ver a traição na perspectiva de Jesus, pois mesmo sabendo que seria traído e abandonado por todos, depois de três anos andando juntos, tomou a ceia com eles, falou-lhes de promessas maravilhosas, orou ao Pai em favor deles e lhes prometeu que os encontraria na Galileia depois de ressuscitar.

Podemos ler sobre isso em Marcos, no capítulo quatorze, no versículo dezessete e dezoito: “Quando anoiteceu, Jesus chegou com os doze discípulos. Enquanto estavam à mesa, no meio do jantar, ele disse: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês, que está comendo comigo, vai me trair.” (Marcos 14.17–18, NTLHE). Depois destas palavras, depois de celebrar a ceia com os discípulos, do versículo vinte e oito ao trinta e um, Ele afirma: “Mas, depois que eu for ressuscitado, irei adiante de vocês para a Galiléia. Então Pedro disse a Jesus: — Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem! Mas Jesus lhe disse: — Eu afirmo a você que isto é verdade: nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, você dirá três vezes que não me conhece. Mas Pedro repetia com insistência: — Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o senhor! E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa.” (Marcos 14.28–31, NTLHE).

Precisamos parar e repensar sobre quem somos, nosso papel, nossa postura e como devemos agir diante da traição, pois não podemos agir como um traído, mas, como um filho de Deus que entende a fraqueza, limitação e falta de entendimento do outro e mesmo diante dela, precisamos agir com compaixão, fazer da nossa vida uma oferta e querer levar o outro ao amadurecimento e expressão do Senhor.

Amadurecermos é compreendermos o que recebemos, quem somos e agirmos segundo o mesmo modelo que temos em Cristo, não na expectativa de receber algo diferente, mesmo que tenhamos o mesmo fim que Ele.

Foto: Jilbert Ebrahimi

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