Nem sempre paramos para analisar se no que estamos envolvidos, sem a nossa vontade e ação, está dentro do plano de Deus ou não. Começamos a questionar e achamos que estamos sendo injustiçados. Com esta atitude deixamos de cumprir a missão que Deus tem para nós e deixamos de revelar quem somos Nele naquele momento da nossa vida.
Paulo, aparentemente, pelos relatos que temos enfrentava estas situações com o posicionamento de filho de Deus e revelava maturidade pelo seu posicionamento e por suas palavras. Temos a situação em que ele foi preso, levado ao sinédrio e depois recolhido à prisão novamente.
E estando ele preso, podemos ler o que Jesus lhe fala, no capítulo vinte e três, no versículo onze: “Na noite seguinte o Senhor Jesus apareceu a Paulo e disse: — Tenha coragem, Paulo! Você falou a meu respeito aqui em Jerusalém e vai falar também em Roma.” (Atos 23:11, NTLH).
Como ele falaria em Roma? Quanto tempo depois ele estaria em Roma para testemunhar e em que condições? Será que aceitaríamos a forma como ocorreu com ele? Ou o que exigiríamos seria um melhor tratamento?
Nós, muitas vezes, nos perdemos no conteúdo e nos prendemos a forma e começamos a colocar condição, regras e pensamento natural. Temos e precisamos entender que Deus não se prende a forma, mas, ao conteúdo. Talvez a viagem missionária dele a Roma, as custas do governo romano, foi a forma mais barata, mas não a que muitas vezes estamos dispostos a nos sujeitar.
Paulo tinha um foco e nós precisamos aprender com ele. O importante não era a forma, mas, o conteúdo e para quem ele estava testemunhando e revelando o reino. Por meio da sua vida muitas pessoas foram alcançadas, e se fosse em outra situação essas não ouviriam do Reino. Temos que aprender que independente do que estejamos passando ou enfrentando, precisamos revelar as virtudes de Deus diante das pessoas, revelar o Reino e glorificar o Senhor por meio das nossas obras, pois só assim, cumpriremos o nosso papel de sermos luz e sal nesta terra.
Por isso, não importa a forma e sim o revelar, o andar de modo digno do nosso chamado, como cidadãos do reino de Deus.
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