Quando usamos o termo “religioso” simplesmente estamos nos referindo a aspectos de superstição, ao tratarmos Deus como um “ente” divino que nos recompensa pelo nosso esforço e dedicação, e até mesmo acharmos que ao usarmos a expressão “em nome de Jesus” a mesma está carrega de poder e autoridade, mas isto não tem nada a ver com Deus, Seu reino, Sua vontade e com expressão de autoridade.
Temos em Atos, no capítulo dezenove, do versículo treze ao dezesseis um exemplo, como podemos ler: “Alguns judeus que andavam de um lugar para outro, expulsando espíritos maus, quiseram usar também o nome do Senhor Jesus para expulsar os espíritos maus, dizendo a eles: — Pelo poder do nome de Jesus, o mesmo que Paulo anuncia, eu mando que vocês saiam! Os homens que faziam isso eram os sete filhos de um judeu chamado Ceva, que era Grande Sacerdote. Mas certa vez um espírito mau disse a eles: — Eu conheço Jesus e sei quem é Paulo. Mas vocês, quem são? Então o homem que estava dominado pelo espírito mau os atacou e bateu neles com tanta violência, que eles fugiram daquela casa feridos e com as roupas rasgadas.” (Atos 19:13-16, NTLH).
O poder (no sentido de autoridade) não está no fato de usarmos “o nome do Senhor”, mas, no que este representa para nós. Somente temos a autoridade quando compreendemos o Seu senhorio e a Ele nos submetemos para viver e fazer segundo a Sua vontade. A autoridade se expressa através do entendimento de quem somos em Deus, o que Dele recebemos e principalmente por vivermos neste mundo de modo digno do chamado, sendo Seus imitadores, agindo como Ele diante das pessoas.
O poder não está no usarmos a expressão “em nome do Senhor” mas no que significa no nosso dia a dia, quem somos em Deus, compreendermos que recebemos tudo para vivermos uma vida segundo a Sua vontade, expressando a Sua natureza.
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