Na nossa religiosidade assumimos que conhecemos e compreendemos a vontade de Deus, mas, na maioria das vezes estamos equivocados quanto ao que pensamos conhecer e compreender em relação a Sua vontade e o Seu querer. Tratamos Deus como um “ente” divino que existe para atender as nossas necessidades e pelo serviço que prestamos, pelos nossos cultos e atividades religiosas, ele irá nos aceitar e nos abençoar.
Assim como é nos nossos dias, também, aconteceu no início da igreja. Paulo, quando estava em Atenas, se depara com o mesmo tipo de religiosidade. Podemos ler sobre isso, em Atos, no capítulo dezessete, do versículo vinte e dois ao vinte e três: “Então Paulo ficou de pé diante deles, na reunião da Câmara Municipal, e disse: — Atenienses! Vejo que em todas as coisas vocês são muito religiosos. De fato, quando eu estava andando pela cidade e olhava os lugares onde vocês adoram os seus deuses, encontrei um altar em que está escrito: “Ao Deus Desconhecido”. Pois esse Deus que vocês adoram sem conhecer é justamente aquele que eu estou anunciando a vocês.” (Atos 17:22-23, NTLH).
E sobre o Deus que ele pregava afirmou do versículo vinte e quatro ao vinte e oito: “— Deus, que fez o mundo e tudo o que nele existe, é o Senhor do céu e da terra e não mora em templos feitos por seres humanos. E também não precisa que façam nada por ele, pois é ele mesmo quem dá a todos vida, respiração e tudo mais. De um só homem ele criou todas as raças humanas para viverem na terra. Antes de criar os povos, Deus marcou para eles os lugares onde iriam morar e quanto tempo ficariam lá. Ele fez isso para que todos pudessem procurá-lo e talvez encontrá-lo, embora ele não esteja longe de cada um de nós. Porque, como alguém disse: “Nele vivemos, nos movemos e existimos.” E alguns dos poetas de vocês disseram: “Nós também somos filhos dele.”” (Atos 17:24-28, NTLH).
Sendo Ele quem é e conscientes que não precisa do nosso serviço, mas simplesmente deseja que nós O conheçamos e nos submetamos à Sua vontade, Paulo, conclui nos versículos vinte e nove e trinta: “E, já que somos filhos dele, não devemos pensar que Deus é parecido com um ídolo de ouro, de prata ou de pedra, feito pela arte e habilidade das pessoas. No passado Deus não levou em conta essa ignorância. Mas agora ele manda que todas as pessoas, em todos os lugares, se arrependam dos seus pecados.” (Atos 17:29-30, NTLH).
Precisamos abandonar a nossa ignorância religiosa quanto a vontade de Deus e acharmos que podemos fazer algo para Lhe agradar e sermos abençoados por Ele. Temos que entender que precisamos, zelosamente, buscar a Sua vontade e a ela nos submetermos para podermos viver neste mundo como Seus filhos, revelando o Seu reino, andando de modo digno do chamado que temos.
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