Em Marcos, no capítulo 2, do verso 15 ao 17, podemos ler: “Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam. Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com pecadores e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: por que ele come com os publicanos e pecadores? Ouvindo isso, Jesus lhe disse: Não são os que têm saúde que precisam de médicos, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores.” (Marcos 2:15-17, NVI).
E então, pensamos: “o que temos feito diferente do pensamento dos fariseus?” Não se trata do que pensamos, mas do que fazemos. Normalmente necessitamos analisar as nossas ações e não as nossas palavras, pois muitas vezes estamos falando uma coisa e na prática, fazendo outra.
O evangelho que pregamos é racista, separatista? As coisas que fazemos confirma que acreditamos que Deus é de todos, ou de alguns? Levamos o evangelho a todos os lugares ou selecionamos para quem? Tratamos o rico e o pobre com diferença?
Temos um pensamento de que temos que pregar o evangelho e andar com quem é “igual” a nós, mas contrariamos o ensino de Jesus e as palavras de Paulo em suas cartas. Jesus andava com quem precisava do evangelho, com quem reconhecia de fato que estava doente e não com quem pensava que estava bem, que tinha entendimento. Quem tinha, não queria se separar do seu pensamento, não tinha interesse em repensar o que estava fazendo.
Temos que entender que o evangelho, o reino de Deus, não é para quem achamos que precisa, para quem acha que está tudo bem, mas para aqueles, independente da posição que ocupa na sociedade, de quanta riqueza tenha, ou de quão pobre seja, mas que reconhece a sua condição de miserabilidade diante de Deus e que tenha o mesmo posicionamento de Levi.
Jesus quando o chamou, ele simplesmente, largou tudo o que fazia e passou a segui-lo. Feliz de conhecer o mestre, ele fez uma festa e convidou seus amigos (que claro, não poderiam ser diferentes dele). Eram pessoas que precisavam do evangelho, que buscavam uma cura e estavam em todo lugar.
Quando praticamos um evangelho isolacionista, segregacionista e depois de os conquistar, retiramos do seu meio, trazendo-os para “dentro” da igreja, o que estamos fazendo é pura religiosidade e não espalhando o reino de Deus. Temos que entender que necessitamos, precisamos não só de pregar o evangelho onde dele se precisa, mas, também não podemos retirar as pessoas de seu ambiente, mas, estando no meio delas ensinar os verdadeiros valores do reino, para que como um fermento na massa, outros venham a conhecer os valores do reino de Deus.
Por isso, o que temos de fato pensado e feito quanto a quem precisa de remédio? Temos agido como Jesus ou como os fariseus?
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