O pior tipo de cegueira

Estas palavras de Amós com relação ao povo de Israel, a sua liderança que diz: “Vós que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência;que dormis em camas de marfim, e vos espreguiçais sobre o vosso leito, e comeis os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro;que cantais à toa ao som da lira e inventais, como Davi, instrumentos músicos para vós mesmos;que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo, mas não vos afligis com a ruína de José.” (Amós 6:3-6); são muito semelhantes ao que Jesus falou a igreja de Laodicéia, que diz: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.” (Apocalipse 3:15-17).

Como sabermos se estamos cegos e não conseguimos detectar a nossa cegueira? Como podemos fazer o diagnóstico e compreendermos a nossa realidade? Tem como identificarmos a nossa cegueira? O que precisamos fazer?

A única maneira que podemos detectar o quanto estamos cegos para a realidade na qual estamos inseridos e analisar o nosso discurso, o que falamos, o que pensamos em relação ao que fazemos, as motivações pelas quais fazemos as coisas que nos propomos. Não existe maneira melhor de compreendermos a nossa realidade espiritual e a nossa cegueira com relação ao propósito de Deus para as nossas vidas.

Podemos, como a própria igreja de Laodicéia, acharmos que estamos abastados, que estamos bem; e não vermos a nossa pobreza, a nossa nudez diante de Deus e o quanto estamos longe de seu propósito.

Por isso, falamos que amamos a Deus, mas fazemos que ele manda nos fazer? Dizemos que Jesus é a coisa mais importante de nossa vida; mas, o quanto das nossas ações, atitudes estão focadas na glorificação do seu nome? Obedecemos todos os seus mandamentos? Como tratamos o sermão da montanha em nossas vidas? Afirmamos que amamos as pessoas, mas as nossas atitudes demonstram isso? O quando de ódio, mágoa temos carregado? O que buscamos? A promoção entre as pessoas? O reconhecimento das mesmas e posições de destaque? Queremos ensinar, pregar para que nos vejam? O que tem nos motivado a fazer as coisas? Estamos fazendo para quem? Não deveríamos fazer tudo para o Senhor e não para pessoas? Aos que nos perseguem, em casa, no serviço, na escola, qual o desejo de nosso coração e qual tem sido a nossa oração diante de Deus? Que tire estas pessoas de nossas vidas, ou temos orado para que elas o conheçam?

Por isso fica a pergunta: o quanto estamos de fato cegos quanto a realidade que estamos inseridos? O pior tipo de cego é aquele que não consegue compreender a sua cegueira, não a aceita, mas deseja continuar a fazer as coisas da mesma maneira. O Senhor nos chama ao arrependimento, a mudança de atitude, a buscar nele a verdadeira vida, o verdadeiro alimento, como ele completou para os irmãos de Laodicéia: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” (Apocalipse 3:18-20)