Foto de Dan Burton na Unsplash
A raiz dos nossos problemas não está no outro, mas no que deixamos reinar dentro de nós.
Precisamos entender que toda raiz do mal — dos conflitos, das brigas e das dificuldades que enfrentamos uns com os outros — nasce da nossa natureza caída. Tiago deixa isso claro em sua carta, capítulo 4, versículos 1 a 3:
“De onde procedem as guerras e brigas que há entre vocês? De onde, senão dos prazeres que estão em conflito dentro de vocês? Vocês cobiçam e nada têm; matam e sentem inveja, mas nada podem obter; vivem a lutar e a fazer guerras. Nada têm, porque não pedem; pedem e não recebem, porque pedem mal, para esbanjarem em seus prazeres.” (Tiago 4.1–3 NAA)
O pecado brota dentro de nós, alimentado pelos nossos próprios desejos. Esses desejos geram cobiça, que produz inveja, que se transforma em conflito e violência. Assim, revelamos a nossa natureza humana caída, e não o caráter de Deus que deveríamos refletir. Quando nossos desejos se tornam absolutos, até nossas orações se distorcem: pedimos mal, pedimos apenas para satisfazer nosso ego e tratamos a oração como um meio de atender vontades naturais, e não como um caminho para nos alinhar à vontade do Pai.
Se observarmos nossas relações — em casa, na igreja ou no trabalho — vemos o mesmo padrão: brigas conjugais, divisões na congregação, preferências pessoais elevadas a critério absoluto, rivalidades profissionais. tudo isso nasce das nossas paixões egoístas.
E isso exige reflexão séria: por que ansiamos pelo que pedimos? O que nossas orações revelam sobre nosso coração?
Ao nos examinarmos diante de Cristo, percebemos que precisamos reorientar nossa vida pelo Seu modelo: tomar a cruz, morrer para nós mesmos e segui-Lo. Só assim nossos relacionamentos e nossas motivações podem ser transformados de verdade.
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