Sermos livres identifica que não somos escravos, e não sermos escravos nos conduz não ao aspecto de podermos fazer o que desejarmos em nosso coração e nem quer dizer para agirmos segundo a nossa consciência e entendimento, mas, a capacidade de podermos tomar a decisão e fazermos o que é o melhor no contexto do reino de Deus.
Paulo escrevendo aos irmãos de Corinto fala sobre isto e afirma que precisamos tomar cuidado com os mais fracos. Ele discutia se devia ou não comer da carne que tinha sido sacrificada aos ídolos. Os fracos achavam que ao comer, estavam comendo uma oferta a estes ídolos, mas para quem tinha o conhecimento, entendimento e consciência da liberdade sabiam que não fazia diferença, mas qual deveria ser a atitude a adotar?
Na carta aos Coríntios, no capítulo 8, ele fala sobre este aspecto e diz, no verso 6: “Para nós, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as coisas e por meio de quem vivemos.” (1 Coríntios 8:6, NVI)
Este é o primeiro aspecto que devemos compreender e basear o nosso viver, mas ele continua, nos versos 8 e 9, que diz: “A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos. Contudo, tenham cuidado para o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos.” (1 Coríntios 8:8-9, NVI) e fala mais quanto à liberdade que temos, nos versos 12 e 13: “Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo. Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar.” (1 Coríntios 8:12-13, NVI)
O limite da nossa liberdade está não no aspecto de podermos fazer o que o nosso entendimento nos permite, mas, no quanto o que fazemos conduz o irmão ao pecado e o quanto estamos pecando contra o corpo. Precisamos entender que a nossa liberdade é regulamentada pela lei do amor, por causa disto, podemos entender a escolha de Paulo quanto a deixar de fazer algo por causa do irmão mais fraco. Ele tinha o entendimento que o problema não era o seu conhecimento e nem a sua liberdade, mas sim o quanto irmão seria edificado ou prejudicado por sua ação. E quando desprezamos a limitação do outro, estamos, sim, pecando contra o Corpo de Cristo, a igreja, o meio que Ele tem para se revelar o mundo.
E se a nossa vida é dirigida pela lei do amor, nossa liberdade está limitada pelo amor também, portanto, devemos agir em tudo para que haja o crescimento e amadurecimento dos membros do corpo e não o exercício da liberdade e do conhecimento que temos, pois se agirmos assim, estamos sendo egoístas e não vivemos segundo os valores e virtudes de Deus.
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