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Porque arrependimento e disciplina são essenciais na vida da igreja
Paulo, em 2Coríntios 12.19‑21, deixa claro que não está se defendendo nem tentando preservar sua reputação. Ele sabe que seu ministério está debaixo da autoridade de Deus. Sua verdadeira preocupação é a condição espiritual da igreja, sua edificação e santificação, como podemos observar no versículo 19.
“Há muito vocês podem estar pensando que queremos nos defender diante de vocês. Falamos em Cristo diante de Deus, e tudo isto, meus amados, é para a edificação de vocês.” (2Coríntios 12.19 NAA)
Como pastor responsável, Paulo demonstra temor ao pensar que poderia encontrar a igreja dominada por pecados relacionais — brigas, inveja, orgulho e difamação — e por pecados morais graves, como imoralidade sexual, impureza e libertinagem. Mas sua maior angústia é encontrar a família da fé sem o arrependimento necessário.
A vida cristã envolve uma santificação real e progressiva. Todo pecado precisa ser tratado, porque o pecado não afeta apenas o indivíduo: ele entristece a igreja e desonra a Deus. O arrependimento é indispensável nesse processo, pois a graça não é licença para viver no pecado, mas o poder de Deus para vencê‑lo.
Portanto, a edificação da igreja é mais importante do que a autopreservação pessoal. Pecados no meio da família da fé são sérios e precisam ser confrontados. Imoralidade sexual e libertinagem não são falhas menores. Sem arrependimento, não há comunhão com Deus. Somos chamados a examinar nossa própria vida com seriedade, valorizar a disciplina e o cuidado espiritual na igreja e compreender que graça e santidade caminham juntas.
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