Quando o véu cai: a liberdade que só Cristo pode dar

Foto de Julian Hochgesang na Unsplash

Da condenação à vida, da lei ao Espírito, da cegueira à glória de Deus

Paulo não nega a glória da antiga aliança, mas deixa claro que ela era temporária. Em 2 Coríntios 3.7–18, ele contrasta as duas alianças e mostra a superioridade absoluta da nova aliança, o ministério do Espírito Santo. No versículo 16, Paulo afirma que o véu é removido quando alguém se volta para Cristo:

Quando, porém, alguém se converte ao Senhor, o véu é tirado.” (2Coríntios 3.16 NAA)

A antiga aliança revela o pecado e, por isso, produz condenação, pois nenhum de nós é capaz de cumpri-la perfeitamente. Ela expõe nossa cegueira espiritual e mostra seu caráter passageiro por meio de rituais e regras que apontavam para Cristo. Já a nova aliança é superior, porque traz justificação e vida por meio da obra perfeita de Cristo, revelando a graça de Deus a nosso favor.

Em Cristo, o véu que nos impedia de enxergar é removido. Somos libertos do pecado e da morte. Essa liberdade nos livra da condenação, rompe com a cegueira espiritual e nos capacita a viver em obediência à vontade de Deus, tendo Cristo como o centro de tudo.

Assim, não precisamos mais viver presos à culpa do legalismo, tentando agradar a Deus por desempenho. Não se trata do que fazemos, mas do que Cristo já fez por nós. Somos aceitos por causa da Sua obra. A partir disso, seguimos nossa jornada de santificação, rejeitando as obras das trevas e caminhando na vontade do Senhor. Somos livres não para fazer o que queremos, mas para escolher viver segundo o novo coração que recebemos de Deus, andando com ousadia e fé, sem véus que nos afastem da verdade, dependendo do Espírito para agradar ao Pai e refletir Sua glória ao mundo.

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