A falta de sensibilidade para a dor do irmão

A falta de sensibilidade para a dor do irmão

foto por: Rémi Walle em Unsplash

Participar da dor e sofrimento do outro, sendo fiel amigo é extremamente importante quando compreendemos a vontade de Deus. Assim como Cristo padeceu pela falta de compreensão de Seus discípulos, muitos à nossa volta não conseguem compreender e nem participar das dores e sofrimentos que possamos passar, pois ainda não há em suas vidas maturidade para estarem de fato, juntos neste processo.

Jesus passou sozinho por este processo embora estivesse com os Seus discípulos. Em Marcos, mesmo os mais íntimos, não compartilharam de Sua dor, como está no capítulo quatorze, do versículo trinta e dois ao trinta e quatro: “Então, foram a um lugar chamado Getsêmani; ali chegados, disse Jesus a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou orar. E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.” (Marcos 14.32–34, BEARA). Ele expôs a Sua dor e angústia, mas qual foi a reação dos três? Podemos ler sobre isto nos versículos trinta e sete e trinta e oito:  “Voltando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Marcos 14.37-38, BEARA).

O quanto eles se compadeceram do que o Seu mestre estava passando? Quase nada, tanto que vemos o grau de imaturidade, pelo fato de O terem abandonado e de Pedro tê-Lo negado três vezes. O que aprendemos com isso tudo? Não vivemos o reino de Deus, não andamos na vontade do Pai pelo nosso esforço, mas é decorrente do poder que recebemos Dele para compreendermos, nos compadecermos e estarmos juntos com todos aqueles que necessitam. Aprendemos com Cristo a sermos a oferta em favor do outro para que possa haver consolo e esperança quanto a conhecer e compreender o querer do Pai.

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