foto por: Yousef Espanioly em Unsplash
Diante da forma natural de agir, no andar segundo a natureza humana, não estamos preocupados com a situação do outro e nem com o que está acontecendo em sua vida, pois olhamos somente pela nossa perspectiva e não nos interessa a sua dor, sofrimento, dificuldade ou escravidão, especialmente se pudermos usufruir de algo dele.
Paulo e Silas passaram por uma experiência assim, onde uma jovem que era possessa, foi liberta e os seus senhores deixaram de auferir lucro com as suas adivinhações. Lemos sobre esta história em Atos, capítulo dezesseis, do versículo dezesseis ao dezoito: “Aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de espírito adivinhador, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. Seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação. Isto se repetia por muitos dias. Então, Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu.” (Atos dos Apóstolos 16.16–18, BEARA). E o que aconteceu com os senhores da moça? No versículo dezenove: “Vendo os seus senhores que se lhes desfizera a esperança do lucro, agarrando em Paulo e Silas, os arrastaram para a praça, à presença das autoridades;” (Atos dos Apóstolos 16.19, BEARA).
Eles estavam preocupados com a moça e o seu estado? Não. Eles somente se preocupavam com a questão do lucro que obtinham não com a situação dela. Quando agimos assim, isto é, quando não nos preocupamos com o outro, mas somente os usamos em nosso favor, demostramos imaturidade, falta de conhecimento de Deus, por isso, não podemos viver desta maneira, pois fomos libertos para proclamarmos a libertação, restaurar a vista e colocar em liberdade e não para usarmos das pessoas em nosso favor.
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