Entre deus e demônio

Entre deus e demônio

foto por: Lerone Pieters em Unsplash

Os sentimentos, reações e atitudes naturais são voláteis, inconstantes e levados de um lado a outro segundo a influência que alguns podem exercer sobre a multidão. Paulo e Barnabé depois de curarem um  paralítico, são tratados como deuses, depois que chegam judeus de outra cidade, começam a instigar a multidão contra Paulo. Ele, que foi tratado como deus passou a ser escória e é apedrejado.

Depois de curarem, a multidão desejava fazer sacrifícios em favor deles, mas o que fazem Paulo e Barnabé? Podemos ler em Atos, capítulo quatorze, do versículo quatorze ao dezoito: “Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles; o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria. Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.” (Atos dos Apóstolos 14.14–18, BEARA).

Depois de um tempo, quando chegaram os judeus de Antioquia e Icônio, ele é apedrejado, como podemos ler nos versículos dezenove e vinte: “Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões e apedrejando a Paulo, arrastaram-no para fora da cidade, dando-o por morto. Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe.” (Atos dos Apóstolos 14.19–20, BEARA).

O que podemos aprender? Que não devemos nos deixar ser conduzidos pela opinião da multidão e nem movidos pelos sentimentos naturais, mas precisamos conhecer Deus, Sua vontade e a ela nos submetermos, para não nos deixarmos ser enganados por toda sorte de vento de doutrina, posicionamento e opinião que na maioria das vezes, não tem nada a ver com a vontade do Pai e que precisamos aprender a julgar. A maturidade e o conhecimento da vontade de Deus não pode ser uma opção para nós, mas a única forma de conhecê-la  e vivê-la.

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