Gerados novamente para uma viva esperança

Feitos, gerados novamente para uma nova vida, para vivermos segundo o plano estabelecido por Deus, conforme estabelecido antes da fundação do mundo, para que mediante o sangue de Cristo, pois por intermédio da Sua obra recebemos o perdão do pecado, somos apresentados diante da face de Deus, para podermos viver em novidade de vida, santificando o procedimento, e vivermos neste mundo como Seus filhos, dignos da vocação que fomos chamados como cidadãos do Seu reino, manifestando, conforme o poder concedido pelo Espírito Santo, a Sua glória e revelando-O diante de todos.

Sobre a viva esperança, Pedro nos fala sobre isso, na sua primeira carta, no capítulo um, versos três e quatro: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança,  mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,  para uma herança  incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pedro 1:3-4, BEARA).

Fomos regenerados para uma viva esperança e precisamos compreender que diante deste fato, não podemos viver como vivíamos, mas temos que andar em novidade de vida, despojando de todo pensamento, desejo e vontade segundo o pensamento natural, somos novas criaturas, seres espirituais, que precisam aprender a viver segundo esta nova realidade.

Pedro escreve sobre isso do verso quatorze ao dezesseis que diz: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância;  pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento,  porque escrito está:  Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:14-16, BEARA).

Por que precisamos rejeitar? Por que não podemos nos amoldar às paixões que tínhamos segundo o nosso viver natural? Por um simples motivo: fomos chamados para o reino de Deus, para sermos um reino de sacerdotes, uma nação santa, um povo de propriedade de Deus, e por causa disto, precisamos estar cientes que fomos comprados, resgatados, por um preço muito alto e não foi mediante as coisas deste mundo.

Pedro fala sobre isso do verso dezoito o vinte um, que diz: ” sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados  do vosso fútil  procedimento que vossos pais vos legaram,  mas pelo precioso sangue, como de cordeiro  sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo,  conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós  que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus. ” (1 Pedro 1:18-21, BEARA).

Fomos resgatados, remidos, comprados e libertos do cativeiro e domínio do pecado, para vivermos o reino de Deus neste mundo, fomos tirados das trevas e transportados para o Seu reino para vivermos em novidade de vida, regenerados, para uma viva esperança, para que como cidadãos, como Seus filhos, vivamos neste mundo como Seus imitadores, revelando o Seu reino e, portanto, andando de modo digno do evangelho para o qual fomos chamados. Temos que entender que não podemos viver como vivíamos porque agora, somos filhos e fazemos parte do Seu reino, devemos agir como Ele, e nos imbuir, esforçar, empenhar, para que como filhos, não só revelemos o reino e o Deus que conhecemos, como, coloquemos todo esforço para resgatar todos os filhos que estão sob o cativeiro do pecado, conduzindo todos ao Pai.

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